NUNCA MAIS!

Vamos falhar e desonrar o sacrifício dos nossos pais se permitirmos que os nossos filhos venham a herdar um Mundo onde os direitos vão estar novamente condicionados pela vontade de um grupo restrito de pessoas, pelos dogmas e pelo desrespeito pela liberdade.

Vamos falhar se permitirmos que no Mundo a igualdade de oportunidades venha a estar novamente dependente da nacionalidade com que se nasce, do poder económico que se possui, da cultura que se herdou ou de rotulagens racistas, sexistas, religiosas e xenófobas que nos atribuem.

Falharemos se no Mundo o direito à mobilidade venha a estar novamente limitado por falácias e argumentos populistas. Onde o Mundo não será mais uma dádiva divina oferecida a todos os Homens sem excepção, mas antes porém um lugar onde haverão Homens cujas diferenças serão um condicionamento às próprias vidas e não houver liberdade de opção e de convicções.

Desonraremos portanto quem derramou sangue, se permitirmos um Mundo onde a liberdade de expressão e de opinião terá que ser coincidente com o poder instalado, sob o risco de se ser descriminado. Um Mundo onde teremos que negar a nossa condição humana, em subserviência a um extremismo ideológico ao qual nunca escolhemos pertencer.

Espero que não falhemos com os nossos pais. Os nossos filhos poderão não nos perdoar.

 

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NUNCA MAIS!

A MONICA LEWINSKY DA GERINGONÇA

Inicialmente era evidente que a conversa entre o Ministro Centeno e os ex-futuros administradores da CGD não tinha passado de uma infantilidade de alguém que possui outras qualidades que não as de argúcia política. Como “amor com amor se paga”, foi porém compreensível a insistência dos Partidos mais à Direita ao quererem pegar neste assunto. Afinal, aos pedidos de demissão e às tricas partidárias devem ambos os lados ter direito, não é?!

O que também não é nada estranho, é o facto de ninguém se aperceber que tem ficado por responder a grande questão desta novela. Afinal, o que esconde o património daqueles “gestores” que ninguém pode saber?! Porém, tanta tem sido a falta de cooperação do Governo Geringonça que este assunto acabou por se tornar mais relevante do que era suposto. Ou seja, já agora, o povo quer mesmo saber o que lhes disse o Ministro e que se quer esconder com tanto empenho?!

Se calhar, não foi nada de jeito… mas note-se que por muito menos o Presidente Clinton foi levado a Impeachment nos Estados Unidos, e não foi por ter sujado a saia à Lewinsky mas essencialmente por perjúrio, ao ter omitido as circunstâncias que levaram a sua estagiária a tomar conhecimento em que parte do corpo tinha ele supostamente uma águia americana tatuada.

Eu sei que cada cultura possui os seus próprios dogmas políticos. Por exemplo, em Itália uma tal deputada ganhava votos por meter de fora partes do corpo, que não as mesmas que o Presidente norte-americano expôs na sala oval. Nós por cá, temos a cultura de proteger os nossos Ministros da exposição a inquéritos desconfortáveis, e lembremo-nos do caso dos submarinos.

Neste caso, a CGD bem poderia funcionar como uma espécie de Monica Lewinsky que levaria o Ministro Centeno, pelo menos, a um processo desconfortável em qualquer democracia moderna noutra parte do Mundo. Mas em Portugal… estamos tramados porque por este andar, nunca saberemos em que parte do corpo tem a Geringonça as suas próprias “tatuagens” escondidas…

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TRÊS RAZÕES PARA NÃO CUMPRIR O ACORDO ORTOGRÁFICO

Preocupa-me saber que uma parte importante da nossa mais valiosa juventude não compreende porque razão existe quem ainda se recuse a usar o Novo Acordo Ortográfico (NAO) ou que considere que o NAO é um sinónimo de evolução. Como eu nunca poderia concordar com o NAO, elenco abaixo as três principais razões para não o usar. Respeito quem pensa de forma diferente, mas contesto em voz alta esta medida e assumo essa posição:

1 – RAZÕES IDEOLÓGICAS
A língua e a ortografia são um bem patrimonial público e colectivo, pertencem a todos. Ninguém questionou os portugueses sobre qualquer acordo e ideologicamente sou contra imposições ou obrigações feitas de forma unilateral, em relação a aspectos fundamentais da sociedade, muito menos aquelas que se suspeitam ser motivadas por uma mera necessidade política de alimentar egos ou de deixar marcas de obra feita;

2 – RAZÕES TÉCNICAS
Alega-se (e muito bem) a necessidade de não deixar o português degenerar ao ponto de se separar da corrente brasileira, africana ou asiática. Torna-se de facto importante promover o “português” por ser um dos idiomas mais falados no mundo e o mais falado no hemisfério Sul. Porém, um idioma não evolui por imposição. A língua é viva e depende da convivência e troca cultural a que está sujeita. Adulterando-a nunca corresponde a uma evolução natural, mas antes à adopção de um caminho contra-natura. As “evoluções” devem ser consideradas só e só se, os usuários do idioma as venham a adoptar. A língua não é uma moda ou uma tendência que se possa impingir como um produto. Por inerência, a sua ortografia também não;

3 – RAZÕES CULTURAIS
Um povo existe em coabitação com a sua própria identidade. A língua é um dos factores mais importantes e determinantes para a identidade de um povo, sendo a ortografia a forma de expressão objectiva de pensamentos, ideias, sentimentos, de factos. E isso é indissociável do Ser-humano. É o que nos distingue dos animais. Negar a cultura a um povo foi historicamente a maneira que os déspotas encontraram para controlar os povos dominados. Nunca poderia aceitar por isso que me negassem o acesso a uma parte da minha cultura, imposição que as evidências demonstram ser criticada e mal aceite pela maioria da população.

Sendo o “português” um valor Nacional, quase que se poderiam invocar igualmente razões constitucionais para a não implementação do NAO, mas parece-me suficiente ficarmos por aqui. O poder político decidiu unilateralmente que o NAO é Lei, e eu assumi individualmente que iria desrespeitar essa Lei. Se algum dia for preso por isso… que o seja… mas mesmo assim duvido que algum dia venha a mudar de ideias…

TRÊS RAZÕES PARA NÃO CUMPRIR O ACORDO ORTOGRÁFICO

A POLÍTICA É UM MUNDO CÃO

Quando cheguei à conclusão que estava na hora de tentar construir uma carreira política, as mulheres da minha vida fizeram-me prometer duas coisas. À minha mãe tive que garantir que não me deixaria corromper pelos interesses ocultos e sistemas à margem da Lei e manteria sempre os princípios da dignidade e da moralidade sob os quais fui educado.

À minha cara-metade, prometi que salvaguardaria sempre a privacidade das nossas vidas, do nosso lar e da nossa família. Que não nos submeteria a exposições desnecessárias nem admitiria que os idiotas da política rasca (ou seus mandatados) viessem penetrar na nossa estabilidade familiar e profissional.

Não me tem custado cumprir ambas as promessas, bastando manter-me igual e mim mesmo e a não baixar a guarda. Porém, é irritante as vezes que gente sem escrúpulos especula, vasculha, tenta adivinhar, critica sem conhecimento de causa e acusa sem razão e sem dar oportunidade do contraditório.

Quase sempre são pessoas que estão na política pelos tachos, para se servirem, para obterem benefícios e com uma agenda política pessoal e sem escrúpulos! Ou seja, pessoas que certamente não tiveram que prometer o mesmo que eu aos seus mais próximos… ou que nem têm sequer a quem chamar de “próximos”. Pessoas que não estão na política para servirem causas nem possuem instinto de cidadania!

O pior… é que nunca se dão por satisfeitos com os resultados (ou falta deles) fruto da sua coscuvilhice e insistem em não largar, como animais famintos! Chego à conclusão que a política afinal é mesmo um mundo cão, onde certa gente ataca às matilhas…

A POLÍTICA É UM MUNDO CÃO

A FIGURA POLÍTICA DE 2016!

Não sei se nomearam uma figura política para 2016, mas se fosse eu, nomearia António Costa a personalidade política de 2016!
Ora vejamos:
– Não ganhou as eleições, mas está a governar…
– “Vendeu” aos portugueses a ideia que lideraria uma maioria de Esquerda, mas nunca foi para além de um acordo que ninguém conhece;
– Prometeu acabar com a austeridade mas mantém-na sem se dar por isso…
– Consegue aplicar as mesmas políticas de Passos Coelho mas convencer toda a gente que está a fazer diferente (olhem a TSU);
– E ainda vai acabar por mandar a Geringonça a baixo (pois já não precisa do BE nem do PCP para nada), mas vai manter à mesma uma “maioria” (desta vez por inerência dos votos dos portugueses)…!
Já acreditei que estaríamos fadados a eleições antecipadas, mas hoje não duvido que essas nem ocorrerão nem o Costa ganhará por menos que a maioria absoluta…
…porém depois disso…  não duvido também que caia ao fim de 2 anos, como tem acontecido com todos os Governos PS no segundo mandato… É que torna-se difícil esconder o despesismo por mais de 6 anos!
…e depois virão sempre os mesmos para limpar a coisa através de mais austeridade… E nunca sairemos deste ciclo… A não ser… que se vote diferente…
A FIGURA POLÍTICA DE 2016!

EM ITÁLIA – QUEM DECIDE É O POVO!

A Itália está neste momento a referendar se deseja ou não uma mudança radical na sua Constituição, algo que pode trazer alterações profundas na vida daquele povo. E quando falo em “Itália”, refiro-me neste caso concreto a toda a população e não apenas à cúpula do poder.

A Constituição de uma nação, seja ela republicana, monárquica ou outra, é a Lei Fundamental, a directiva primária que condiciona a sociedade e obviamente afecta todas as pessoas por igual. Portanto, é mais que justo que se mobilize toda a população para que, de forma directa e concisa, decida sobre o seu futuro.

Sá Carneiro foi um defensor acérrimo da ideia de se submeter a nossa CRP a Referendo. Passados quase 40 anos, a nós, portugueses, ainda ninguém perguntou se era este o regime que desejávamos.

Da mesma forma, os nossos filhos nasceram numa realidade que não escolheram, e provavelmente a eles nunca os irão questionar sobre as suas escolhas… ou talvez sim…

EM ITÁLIA – QUEM DECIDE É O POVO!

QUE ESTRANHO CONCEITO DE LIBERDADE

Durante estes dias, após a morte do ditador Fidel Castro, uma franja de portugueses fez-me relembrar que no Portugal de Salazar, também se decretou três dias de luto nacional pela morte de Hitler!

O pior, é que essa é precisamente aquela franja política que nunca se conseguiu desconectar da euforia do 25 de Abril e deixar o país seguir em frente vivendo uma nova Era.

A mesma que santificando agora a morte de um ditador, se esquece que no acaso de Fidel ter nascido português, ele ter-nos-ia infligido restrições à liberdade mais duras do que as do próprio Estado Novo!

QUE ESTRANHO CONCEITO DE LIBERDADE